Em tempos estudei inglês no instituto americano. Para além de ter gostado muito, nunca mais me esqueci do elogio dum professor.
Que apanhava mais que as palavras e gramática, entendia a cultura.
Ultimamente tenho lidado muito com malta do Brasil, e tem sido difícil. As palavras que se usam no dia para descrever as coisas nunca são as mesmas que cá. É o banheiro, o café da manhã, a tela, etc etc.
O tratamento por tu, em São Paulo é “você”. No inicio até pensei que era ‘respeito’, mas não. É o que se usa, é o costume.
Ontem recebi um email a agradecer-me a presteza.
As palavras podem ser iguais mas a língua não é a mesma.
Por um lado tenho trabalhado muito. Mais do que devia ou gostaria.
Por outro lado, posso trabalhar nu e quando quero. Acho que compensa.
Consolida filho, consolida
Sou português, pequeno burguês de origem, filho de professores primários, artista de variedades, compositor popular, aprendiz de feiticeiro, faltam-me dentes.
Sou o Zé Mário Branco, 37 anos, do Porto, muito mais vivo que morto, contai com isto de mim para cantar e para o resto.
como não não acredito nunca votei em partidos. prefiro gente inteira
Isto a propósito do medina me meter um nojo maior que os outros. porque tenho que atravessar as merdas dele no dia a dia. Mas lá está, meto a segunda de pensamento e reduzo-o à insignificância que merece.
Devo fazer-lhes um favor e ofender-me?
Esteve à chuva e molhou-se?

Eis a lógica economicista do absurdo.
A frase que nada informa e só insinua, gera mais cliques, torna-se mais popular (viral como se diz) e por isso merece mais destaque.
A frase que descreve o que se passou, fica para segundo plano. Não gera cliques nem receita.
A informação primeiro travestiu-se de entretenimento e agora tornou-se um produto que se vende como se fosse margarina.
O consumo sabe como vender. As pessoas por si precisam de pouco.
A ideia não é produzir o que as pessoas querem, mas sim que as pessoas queiram tudo o que se produz.
Criar necessidades é simples. É só jogar com os mecanismos emocionais.