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Acordei a ver nuvens passar.
Não consigo compreender como isto faz parte do mesmo mundo que passa à superfície da terra.

Acordei a ver nuvens passar.
Não consigo compreender como isto faz parte do mesmo mundo que passa à superfície da terra.
Passou à minha frente uma gaivota a andar. Imponente, a Imperatriz das gaivotas.Entre duas passadas largou uma poia como se não fosse nada a meio da sua imponência.
Duvidei dos meus olhos e quis fazer rewind. Não deu.
Será que vem na realidade 2.0?
Posso beber o amor pelo copo dos teus lábios?
O disco chega ao fim; um ruído de rua
entra pela janela; não sei se ainda é dia,
ou se a noite começa. Mas o mundo
não interfere no equilíbrio frágil
das nossas vidas. Este copo não se esvazia;
e os teus olhos levam-me à fronteira
do sonho, para que a passe, e entre
contigo num país de nuvem. O meu passaporte
são as tuas mãos; o mapa que nos guia,
a respiração incerta do desejo.
«Por isso me perco», dizes.
«Por isso te encontro», respondo.
E a noite que nos separa é o dia que nos reúne.
A gente facilita. Se tiver pernas e falar, é uma pessoa.
Devia haver testes de acesso. Há que merecer.
isto de estar vivo, tem muito que se lhe viva
Árvores malucas ao vento
Ramos desvairados que se beijam
Chove
Chego ao carro e a bethania canta me
Um jeito estúpido de te amar
Obrigado deus