para ti também :-) bem vinda!mas um aviso, tem que se ter cuidado com a tinta. Dá cabo das calças, dos casacos, etca vantagem é que se anda com roupa original. com um design e manchas únicas.:-)
Lindíssimo... Até o "fomos felizes" ficou do tamanho ideal... A felecidade tem o péssimo hábito de ser fugaz...Obrigada pela tua visita, vou voltar aqui...Um beijo
Que diferença faz o tempo passado quando se anda às arrecuas?
Por recordar, recordo um 28 de Setembro de 74 em que o povo bateu o pé e se barricou nas ruas. E a tropa ali, lado a lado. E bateu-se por algo mais que 2% do ordenado ao fim do mês. Acreditava-se nas tais manhãs que cantam. Que o poder era nosso e que tudo era possível.
E eu que envelheço em lamentações, lamento um povo que só protesta quando vê a sua própria carteira ficar mais pequena. E que a cada 4 anos continua a votar em quem lhe mente e explora. Só porque lhe dizem que é assim que tem que ser. Mesmo sabendo que quem lhe diz isso são os tais que a quem chamou de mentirosos um ou dois anos antes.
A batalha que tem que ser vencida, e que estamos sempre a perder, é da verdadeira liberdade de informação.
Sem isso, podemos passar a vida a gritar contra as árvores que a floresta nunca acaba.
Mesmo os gregos, não tendo no sangue esta aceitação trágica dos portugueses, quando chegou a hora da verdade cederam perante as ameaças que as têves e jornais vomitavam. Somos nós ou o caos.
Resta-nos ainda muito. Um noite em Varzim. O vinho galego. A poesia que há nas coisas. Isso ninguém nos rouba.
Em resumem, Luís, é tão maravilhosa a vida que quase tenho decidido repetir, sempre que não me obriguem de novo a tomar mais uma vez o azeite de figado de bacalhau.
E já me disponho a iniciar o caminho para atrás na semana que vem, a começar pela Ribeira Sacra, nos mosteiros do vinho.
Comentários (15)
Andreia Ferreira 2007-11-28 15:03
Tinta no Bolso 2007-11-28 15:16
angela 2007-11-28 15:53
Tinta no Bolso 2007-11-28 16:41
jessica vega 2007-11-29 00:31
A estranha 2007-11-29 03:16
Tinta no Bolso 2007-11-29 16:04
bemsalgado 2012-09-25 10:16
Mas é terça-feira. Era hoje. Estou na hora...
das lembranças. Era 1994:
Era uma noite
Eras ti
Era Varzim
Eros os dois.
Era Eros.
bemsalgado 2012-09-25 10:45
A realidade é outra. E terca, e cada día chama, e hoje queima.
Hoje o povo, uma parte do povo, arrodea o parlamento de Madrí.
Quêm alí estâo esqueceram porqué. É precisso recordar-lho, pensam alguns.
E quem diz Madrí,
diz Atenas, diz Lisboa, diz Roma, diz París
ou diz Berlim.
Luis Rodrigues 2012-09-25 13:04
Por recordar, recordo um 28 de Setembro de 74 em que o povo bateu o pé e se barricou nas ruas. E a tropa ali, lado a lado.
E bateu-se por algo mais que 2% do ordenado ao fim do mês. Acreditava-se nas tais manhãs que cantam. Que o poder era nosso e que tudo era possível.
E eu que envelheço em lamentações, lamento um povo que só protesta quando vê a sua própria carteira ficar mais pequena.
E que a cada 4 anos continua a votar em quem lhe mente e explora. Só porque lhe dizem que é assim que tem que ser. Mesmo sabendo que quem lhe diz isso são os tais que a quem chamou de mentirosos um ou dois anos antes.
A batalha que tem que ser vencida, e que estamos sempre a perder, é da verdadeira liberdade de informação.
Sem isso, podemos passar a vida a gritar contra as árvores que a floresta nunca acaba.
Mesmo os gregos, não tendo no sangue esta aceitação trágica dos portugueses, quando chegou a hora da verdade cederam perante as ameaças que as têves e jornais vomitavam. Somos nós ou o caos.
Resta-nos ainda muito. Um noite em Varzim. O vinho galego. A poesia que há nas coisas. Isso ninguém nos rouba.
Ana Gilbert 2021-01-06 11:54
Luis 2021-01-24 14:35
bemsalgado 2012-09-26 11:03
E já me disponho a iniciar o caminho para atrás na semana que vem, a começar pela Ribeira Sacra, nos mosteiros do vinho.
E uma noite em Varzim, um forte abraço.
bemsalgado 2012-09-26 19:10
http://jlpalazon0.blogspot.com.es/2012/09/una-nueva-plaza-de-tiananmen-la-cobarde.html
Luis Rodrigues 2012-09-27 00:27
Que fazer perante esta opressão, esta repressão?
Vejo esta gente espancada, e custa-me. Não quero isto.
Mas que alternativa? Em Portugal nas poucas manifestações que há, toda a gente se orgulha por serem 'bem comportados'. E é isso que o poder quer.
Mas quando o povo se revolta, como em Espanha ou na Grécia, é espancado.
Dizer que o mal está na forma como a policia protege os governos, e que não devia ser assim, que adianta?
Dizia o Brecht com razão
Do rio que tudo arrasta, diz-se que é violento. Mas ninguém chama violentas às margens que o comprimem.