oceano
Renasci junto a um oceano branco

em braços de mar salgado
Renasci junto a um oceano branco

em braços de mar salgado

Se pudesse dobrava as nuvens
e enviava-tas num envelope azul
pelo céu.
ainda acreditava que todos os dias amanheciam. e eram meus.
havia uma espuma e um mar em cada coisa. percorria-nos o sol.
na erva fazíamos um pequeno mundo imenso. plantávamos flores para oferecer ao escriturário do 4º esquerdo.
crescíamos e riamos deitados no chão da escada, imundos e nus.
gostava de pendurar flores nas janelas
(decrescer)

Por causa de um beijo. E quantos beijos há?
O beijo que se deu. o beijo que se lembra. O beijo que se deseja. O beijo que não se devia. O beijo negado. O beijo roubado. O beijo imaginado. O beijo molhado.
O beijo que acorda, o beijo que adormece, o beijo que enlouquece.
O beijo mata. Mas mata de quê? De raiva, de amor, de luxúria, de desespero, de sofrimento?
O beijo é tudo isto e mata de todas as formas.
que se pode morrer de um beijo
Tenho uma caixinha onde ponho os sonhos que quero guardar
Depois, de vez quando, abro-a para os ver dançar à minha volta
Uma epidemia de beijos está a espalhar-se rapidamente pelo país e começa já afectar Espanha e as ilhas. Nas ruas toda a gente se abraça e beija indiscriminadamente. Os hospitais estão cheios de pessoas aos beijos. Há engarrafamentos em quase todas as esquinas porque as pessoas saem dos carros para beijar e serem beijados.
Por todo o lado há bocas que se abraçam.

hoje não vai ser sexta-feira. dia em que me levanto e vou para o trabalho como todas as sextas-feiras. como todas as terças, como todas as...
hoje vou fazer um dia fantástico. hoje vai ser diferente. porque quero.

que leva de um corpo
para um olhar
comecei a gostar de sentir as gotas de suor a escorrer pelo corpo. é sensual.
imaginei desfazer-me completamente em gotas. e cada gota seguir um caminho diferente. perderem-se por continentes e rios cada vez mais longe. dissipar-me em mil e uma gotas. uma em marrocos. uma em geneva. devagar. desfazer-me em gotas. quentes. na pele. no corpo. sentes?


sobre a pele.

Vi passar uma nuvem
corri para te apanhar
e pela primeira vez
andei sorrindo pelo céu
nos teus braços evaporados de branco

...

a beleza
gostava de lhe poder tocar

Hoje aqui é o sol
Podem fazer-me de tudo, mas se o fizerem com um sorriso, podem estar certos que até agradeço.
Palavra viva.
Quando morre o desejo, morremos também no que temos de melhor e de mais admirável.
Desejo-te.
Quem não se arrepia quando lhe dizem isto?
Ter desejos. Querer.
Que posso querer de melhor para ti e para mim, do que acordar todos os dias em manhãs plenas de desejos por coisas novas e frescas?
Quando ao acordar já não se deseja, vive-se para quê? Por inércia?
Como dizia o Sartre "Todo o existente nasce sem razão, prolonga-se por fraqueza e morre por encontro imprevisto".
Não quero acreditar nisto, quero acreditar que vivo pelos momentos mágicos, pelas pessoas que nos deslumbram,
pela maravilha que há em nós se podermos e quisermos.
Quer. Deseja.

Gosto dos meus vícios. Preciso deles. Tenho-lhes afeição.
Sabem o que há entre um homem e o seu vício? Nada.
Dormimos com ele. Vivemos com ele. Respiramos com ele. Faz parte da pele. Faz parte de nós.
Não nos larga. Nunca. Senão não era um vício.
Qual é o meu vício? Fica para outra altura. Outro cigarro. Outro blog. Outra vida.
Não fumo.

molhar de terra o cabelo
morder o chão!