Da cena dos duches ou Memórias de um dia de Inverno (apropriado num dia semi-quente)
Os meus duches são sempre infinitos e a ferver.
O infinito tem uma explicação. É a recusa inconsciente de ir enfrentar aquele mundo frio lá fora. Aqui está-se bem, no quentinho.
O quente pode ser o desejo, também inconsciente, do inferno. Afinal, as coisas boas passam-se lá, não é? O que me preocupa é acabar cozido. Penso no que acontece quando quero descongelar carne à pressão e a meto debaixo de água quente. Fica branca e esquisita. Será que vou acabar com o coração branco e esquisito?
Comentários (2)
Luis Rodrigues 2012-05-30 14:24
jessica vega 2012-06-07 02:14
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