E as vozes embarcam num silêncio aflito
Que amor não me engana
Com a sua brandura
Se da antiga chama
Mal vive a amargura
Duma mancha negra
Duma pedra fria
Que amor não se entrega
Na noite vazia?
E as vozes embarcam
Num silêncio aflito
Quanto mais se apartam
Mais se ouve o seu grito
Muito à flor das águas
Noite marinheira
Vem devagarinho
Para a minha beira
Em novas coutadas
Junta de uma hera
Nascem flores vermelhas
Pela Primavera
Assim tu souberas
Irmã cotovia
Dizer-me se esperas
Pelo nascer do dia
Comentários (5)
2017-09-04 19:20
Luis Rodrigues 2017-09-06 15:18
2017-09-05 09:19
Luis Rodrigues 2017-09-06 15:35
Isabel Pires 2017-09-08 08:40
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