Joelho

Ponho um beijo
demorado
no topo do teu joelho
Desço-te a perna
arrastando
a saliva pelo meio
Onde a língua
segue o trilho
até onde vai o beijo
Não há nada
que disfarce
de ti aquilo que vejo
Em torno um mar
tão revolto
no cume o cimo do tempo
E os lençóis desalinhados
como se fosse
de vento
Volto então ao teu
joelho
entreabrindo-te as pernas
Deixando a boca
faminta
seguir o desejo nelas.

Comentários (6)
Ana Gilbert 2020-09-27 16:50
Luis 2020-09-27 20:48
Isabel Pires 2020-09-28 10:39
Luis 2020-09-28 20:44
Graça Pires 2020-09-28 14:14
Luis 2020-09-28 20:46
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