Os Islandeses escolheram ontem se devem entrar para a UE
Em Portugal é diferente. Os governantes decidem o nosso futuro e nós ficamos a olhar.
Veja-se também a diferença na resposta à crise de 2008-2011, resultado de tropelias e falcatruas de banqueiros alavancadas pelo fechar de olhos de políticos e governos.
A Islândia deixou os bancos falir e recusou que fossem os islandeses a pagar as perdas dos bancos. Processou, condenou e prendeu os banqueiros pelas fraudes cometidas.
Portugal financiou com dinheiro público os Bancos que causaram a crise. Fomos nós a pagar os prejuízos.
A Islândia exercitou a sua soberania económica e política, desvalorizou a moeda e recusou a austeridade pedida pelos financeiros.
Em Portugal o FMI/BCE e Comissão Europeia passaram a mandar. Seguiu-se cortes nos salários, congelamento de pensões, aumento de impostos e desemprego.
A Islândia saiu da crise forte, com crescimento rápido e robusto, dos maiores da OCDE. E com um sistema bancário reformulado e regulamentado. Em 2012 67% da população votou em referendo a favor de maior participação dos cidadãos na democracia.
Portugal ficou com uma enorme divida pública e crescimento fraco e irregular. Só 10 anos depois se recuperou ao nível que tínhamos em 2008. Continuamos dependentes de um sistema bancário concentrado que pouco mudou.
Ontem 83% dos islandeses foram votar para escolher o seu futuro. E escolheram continuar a ser senhores do seu destino.
Nós continuamos um povo de brandos costumes que aceita tudo e escolhe nada.

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