Tony Samsung
Sou do tempo em que nos concertos o pessoal acendia os isqueiros,
e era um bocado foleiro.
Agora acende-se os telemóveis e não sei bem o que é. Talvez tecnológico.

Sou do tempo em que nos concertos o pessoal acendia os isqueiros,
e era um bocado foleiro.
Agora acende-se os telemóveis e não sei bem o que é. Talvez tecnológico.

Aqui há dias fiz um comentário num blogue dum Homem que tem o mesmo nome dum poeta de que gosto muito. Achei curiosa a coincidência e disse-lhe isso mesmo. E até passei a seguir o blogue.
Mas o tal Homem pelos vistos ofendeu-se. E domingo pela manhã veio deixar uma prendinha no meu blogue.
Diz ele que que as pessoas com o nome dele "têm uma coisa em comum. São Homens!. Alguns também são poetas... e pelo que diz a voz do povo; Bons poetas."
E depois fez questão de salientar a minha menoridade:
"Já no meu país, tal como no teu, há muitos homemzinhos com o nome de Luís Rodrigues... Mas não consta que sejam grandes poetas."
Primeiro devo dizer que não gosto da malta que vai lavar a roupa suja para casa dos outros. Em casa são uns santinhos, fora dela cospem para o chão. Não vejo razão para vir aqui responder a um comentário feito no blogue dele.
Acredito que cada homem é enorme, e que em algo do que faz existe uma grandeza que não precisa nem exige estátuas. Ainda sonho com um mundo de homens justos e iguais.
Sobre a poesia, não me parece que ser poeta seja profissão. Acho um pouco ridículo quem se intitula poeta, tipo Joaquim Silva, canalizador. A poesia é ter uma estranheza, uma inquietação em si, e depois conseguir passá-la a outros por palavras.
Pela minha parte não é fama nem grandeza que procuro (já sou grande em tamanho :), e muito menos ser poeta. Escrevo aqui quando me apetece escrever, por isso posso fazer 5 posts numa hora ou nenhum em dois meses. Acontece muitas vezes apagar o que fiz, por não gostar. Mas também tenho coisas que lembro com orgulho mal disfarçado.
E dizendo as coisas com as letras todas, chateia-me que por causa disso tenha que gramar bocas de malta com egos mal resolvidos, e que com isso se apoucam.

Só conheces um homem quando lhe conheces os pés.
declaro-me mais em sirenes e buzinas
do que em melodias
Em tempos um professor mostrou-me a sua biblioteca. Apontou para as estantes cheias de livros e disse-me: Sabes porque é que não empresto livros a ninguém? Estás a ver estes livros? Todos emprestados.
Acabei de almoçar e quando voltava ao escritório senti uma brisa no meio do calor.
E pensei que não há nada melhor que o vento na pele.
Mas não posso chegar ao escritório e dizer que não há nada melhor que o vento na pele.
Para não ficarem a olhar para mim, tenho que dizer com este calor o vento sabe bem.
Sem falar na pele.

O comboio passa vinte e cinco vezes por dia, mas não chega quando somos animais a arder

Devo estar avariado
Olho para a brisa e não vejo ninguém a dançar

Quem vive mais
morre mais?
'O Povo grego não pode ser chantageado, aterrorizado e ameaçado. A Democracia ganhou.' Panos Kammenos

Ouço todos os dias as pessoas que nos governam dizer que não somos a Grécia.
Quando surgiu uma decisão importante para todos os gregos, deram a voz aos gregos. De facto não somos a Grécia.
Quando a 'troika' que ninguém elegeu disse à Grécia para baixar os salários e pensões, a Grécia disse não. De facto não somos a Grécia.
Quando a troika disse para baixar os impostos sobre os lucros das empresas, a Grécia disse não. De facto não somos a Grécia.
https://www.jn.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=4642832&page=-1
Numa europa domada e adormecida, é bom ver um povo que resiste. Afinal há esperança.
E por isso a Europa está empenhada em derrubar a Grécia, um povo que resiste e que diz não, é um povo perigoso. Os cordeiros portugueses são muito mais deliciosos.