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quem não gosta do final dos sopranos gosta de sopa

quem não gosta do final dos sopranos gosta de sopa

Não há mar que me assuste
nem fogo que me queime
O tédio acumula-se
os prédios acumulam-se
dias feitos com passado
Não há mar não há chão
Só dias acumulados como prédios
sem sustos nem mar
Dias nascidos feitos cinza
flores de pó
dor, leva-me daqui
faz-me chão
assusta-me ou ama-me
todos os dias vinhas atė mim para te matares. todos os dias falhavas
em silêncio. nunca te ouvi uma palavra. não sei quem tu és.

acabadinha de tirar
| Malala | Rachel Corrie |
| Dezenas de prémios e condecorações | Nenhum reconhecimento 'internacional' |
| Discursa na ONU, é entrevistada e elogiada por todos os canais de tv | Nunca foi convidada para nada |
| Vive em hoteis e viaja pelo mundo | Não vive |
Soundbites inconsequentes: Uma criança, um professor, um livro e uma caneta podem mudar o mundo | Relevante e incómoda: Estou aqui porque todos os dias morrem 40 mil pessoas de fome. Temos que entender que os pobres estão à nossa volta e nós os ignoramos. Temos que entender que estas mortes podem ser evitadas. Temos que entender que as pessoas do 3º mundo pensam, importam-se, sorriem e choram tal como nós. |
ai de quando não tiver fome

![]() | Eu não gosto do bom gosto Eu não gosto de bom senso Eu não gosto dos bons modos
|
O que é progresso?
Seguir em frente é bom?
Temos uma tendência a juntar os pontos. A estabelecer relações entre as coisas. Quando vemos uma coisa, vem-nos à cabeça coisas ou situações semelhantes. Isso é uma das falhas dos sentidos, porque nos leva a ver coisas que não estão lá.
A associação de ideias leva-nos a ver primeiro as semelhanças. E daí tudo me parecer igual.
No verão está calor, é claro que vai haver incêndios. Porque é isso noticia?
No inverno vai chover, é claro que vai haver inundações. Porque é isso noticia?
Há coisas que não valem a pena escrever, mas que tenho vontade de dizer sem que ninguém as queira ouvir. Que lhes faço?
Li duas coisas, para o subconsciente a imaginação e a realidade são a mesma coisa. Se de repente pensar que estou a cair ou que estou morrer, apanho um cagaço do caraças. Mesmo que não esteja a cair nem a morrer. A realidade não conta necessariamente para o que se sente. Era porreiro atingir a felicidade por aí. Pelo lado do sentimento, marimbando-me para a realidade.
Relacionado com isto, dum comentário que fiz há bocado
cada dia que passa em convenço mais que há um eu que não é deste mundo e um outro que é
e aquele em que sou mesmo eu, é o que não é daqui
por isso, que se foda o mundo
de mim só o imprescindível ou o inevitável
hhmm que mais? Ontem vi um documentário interessante sobre a serra pelada. A serra dos garimpeiros que a maioria de nós conhece pelas fotografias do sebastião salgado. Gosto do brasil.
Fim de ano em Ferragudo
Tenho visto várias maneiras criativas do governo arranjar dinheiro para gastar mal.
A última é sortear carros e outros prémios entre quem pague impostos. Perdoar quem não paga, já é usado há muito tempo.
A minha ideia era sortear a liberdade. Os presos compravam rifas, e quem ganhasse era libertado. A receita ia para as férias e amantes dos ministros.
Enquanto estou a escrever isto, estou a ver um filme. Vi agora um pedaço que está mesmo muito muito bom. Vou ver se consigo meter no iutubi e aqui.
A economia não é uma ciência. Querem fazer-nos crer que é, para justificar o que fazem, mas não é.
merda