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como verdes quando forem azuis
como verdes quando forem azuis
![]() | tem dias que em duas penadas comia o mundo todo e no final a morte para lavar os dentes |
A dificuldade? Manter o entusiasmo rodeado de coisas pouco entusiasmantes.
Partir.
não preciso de palavras ou moradas. não preciso de saber nada.
mas falta-me. faltas-me.
Texto da notícia: 'Foi um bom jogo mas, lamentavelmente, quem marca mais golos acaba por vencer. Foi um bom jogo e se continuarmos assim estamos no bom caminho' afirmou o jogador fulano de tal.
Portanto, em futebol devia ganhar quem marcasse menos golos e o bom caminho é perder.
E que dizer do jeitinho do jornalista para escolher o título, hã?
![]() | Os cotas como eu sabem o que é ter a mão no botão do rádio e fazer uma espécie de zapping radiofónico. Passar pelas frequências como se fossem lombas de estrada. Apanhar fragmentos de ... fragmentos de quê? Como se eu soubesse. Como se alguém soubesse. Como se fosse possível apanhar mais do que fragmentos do que quer que seja. E no entanto achamos sempre que percebemos as coisas. Que pelo pedaço que nos é dado compreender, compreendemos tudo. |
Assaltou-me uma dúvida que me parece ter uma lógica inatacável.
Uma pessoa que durma pouco, vive mais horas, logo gasta-se mais depressa e morre mais cedo.
Acordo com coisas na cabeça. Se calhar são os restos dos sonhos.
Hoje só me lembro de estar a fazer download do silêncio dos móveis.
Do pó nascemos e morremos. O silêncio é o mesmo.
Tudo é tudo e nada. A incerteza é certa. Nunca se sabe o que fermenta ou o que azeda, ou o que azeda fermentando ou fermenta azedando.
As palavras são umas putas, servem para tudo e para nada. São umas queridas.

o olhar que volta
A verdade é esta, já nada me devia meter medo. E no entanto tenho medo.
Um dia vou tentar escrever como quem pinta, a atirar cores para a tela.