Sextas às 9
O jornalismo é medíocre, reduzido a tradutor de agências noticiosos. Basta escreveram
O jornalismo é medíocre, reduzido a tradutor de agências noticiosos. Basta escreveram

A maior parte dos filmes aborrece-me. Logo nas primeiras cenas já se adivinha o fim. Ainda não abriram a boca e já se sabe o que vão dizer.
E de repente aparece-me um filme que surpreende e faz rir. Um verdadeiro filme anti-fascista.
Um filme que faz bem.
A presença angustiosa das misérias humanas, tanto velho sem lar, tanta criança sem pão, a incapacidade da Monarquia e da República, da Ditadura e da Democracia para realizar a única obra urgente do mundo, a casa para todos, o pão para todos, lentamente me tem tornado um vago anarquista, um anarquista entristecido, humilde e inofensivo.
Isto não não fui eu que disse mas podia ter sido. Os conservadores dirão que é demagogia comunista. Na verdade é um desabafo feito, pouco antes de morrer, por um diplomata português: Eça de Queirós.
Estou farto dos que se chamam artistas e depois se comportam como merceeiros.
Para ser grande há que ser amoral, pelo menos em parte.
Obrigado à Natalie Merchant por me acompanhar nestas manhãs
e tornar o intolerável, agradável.
Encontrei isto por acaso na net. Achei graça à pergunta. Depois vi que me estavam a citar. Ainda agora não sei onde porra é que escrevi esta parvoíce.
Gosto da simpatia entre desconhecidos.
Tantos espaços amplos e nem um banquinho. Cá fora na esplanada há cadeiras e mesas. Reservado para consumo, diz o letreiro. Não é para sentar, é para consumir.
Pode-se passar ou consumir. Estar é coisa do passado. Só mediante pagamento.
Há os degraus. Está-se ben.