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De repente o maluco apanhou-se a perguntar
Esta vida que temos, serve para quê?
De repente o maluco apanhou-se a perguntar
Esta vida que temos, serve para quê?
as coisas de que me orgulho, não me servem de quase nada
A boca é uma ferida na cara, donde sangram palavras
O maluco quando tinha razões para ter tesão também escrevia coisas de jeito.
Zumba na cabeça
Pimbas caraças
Zumba na cabeça
Há lá coração que não se canse de bater...
O maluco não percebe porque já não se embebeda à maluca
Para que serve a opinião de um maluco?
Mentira.
Todos os caminhos vão dar à solidão.
É arte.