Uma febre grita

arranca-me os olhos
liberta-me do chão

arranca-me os olhos
liberta-me do chão
Enche um copo de água. Agora imagina que és cego. Vê o copo transbordar. Não, não vejas.

Um medo irracional de pôr os pés no chão.
Andava sempre aos pulos, ao pé-coxinho, por cima de mesas e tábuas.
Acabou por se consumir e desfazer em fumo. Está agora no meio de nós. É deus.
foi fruto de masturbação feminina com um pénis
peguei nos teus olhos e dançámos
não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei não sei
Porra, não sei!!
só sei que hoje é amanhã, que os rios correm (estarão sempre atrasados?) para o mar e outras merdas assim, de resto não sei mesmo. Não sei. Não me perguntem nada. Não sei, não quero saber. Só quero esquecer ou desnascer como diria o zé mário.
todos os dias são quinta-feira
decidiu pousar as malas e partir. queria ir leve.
tudo é verde, até deixar de o ser
e quando deixar de ser, só nessa altura se saberá
mas isto já é refutável