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Sei o que preciso, só falta como o conseguir
Sei o que preciso, só falta como o conseguir
Farto-me de trabalhar para conseguir o direito de ser infeliz em condições.
Não me façam rir com as dores da alma, quando dói o corpo...
Não há nada a fazer, as pessoas são burras. Não vêm nada que esteja a mais que cinco centímetros do nariz.
Cheguei a pensar que eram indiferentes ou que pura e simplesmente tivessem uma visão diferente das coisas. Mas não.
Quando lhes bate no nariz berram. Um bocadinho. Depois aceitam.
Um gajo fala na vantagem comparativa. As trocas favorecem ambas as partes e promovem a especialização. Consegue-se fazer mais coisas em menos tempo. Prosperidade chama-lhe ele.
Mas, quando é que se tornou inquestionável que mais é melhor? Ainda para mais se isso implica que uma pessoa se dedique cada vez a menos coisas. Cada vez mais limitados e cada vez menos relevantes.
A divisão de trabalho é o trabalho em migalhas. Quem faz migalhas torna-se migalha. Este não deve ser o nosso destino.
Alhurra é um canal de TV pago pelos EUA que emite em árabe para os países árabes. Curiosamente é proibida a sua transmissão nos EUA.
A maioria das TVs árabes referem-se às tropas americanas no Iraque e Afeganistão como forças de ocupação. Os jornalistas da Alhurra têm instruções para usar o termo forças da coligação.
Quem combate os americanos são insurgentes ou grupos armados para a Alhurra, para as restantes TVs são resistentes.
Hmm, será que as TVs portuguesas também são pagas pelos EUA?
Ás vezes penso-me demente. Depois falo com outras pessoas e acho-as mais dementes que eu.
Fico sem saber o que pensar.
Proponho que o feriado de 5 de Outubro passe para 4 de Julho e que o 25 de Abril se passe a chamar April, 25th.
Há mulheres em que a boca é uma ferida aberta na cara.
E não se pode trabalhar ao sol?