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acabadinha de tirar

acabadinha de tirar
todos os dias vinhas atė mim para te matares. todos os dias falhavas
em silêncio. nunca te ouvi uma palavra. não sei quem tu és.
Não há mar que me assuste
nem fogo que me queime
O tédio acumula-se
os prédios acumulam-se
dias feitos com passado
Não há mar não há chão
Só dias acumulados como prédios
sem sustos nem mar
Dias nascidos feitos cinza
flores de pó
dor, leva-me daqui
faz-me chão
assusta-me ou ama-me
quem não gosta do final dos sopranos gosta de sopa

Era uma vez um país governado por um ditador. Um dia o povo derrubou esse ditador.
Pensava-se que tudo estaria bem. Só que esse mesmo povo estragou tudo elegendo o partido errado.
Entrou em cena este senhor. Derrubou o governo eleito e ilegalizou o partido que ganhou todas as eleições pós-ditadura.
Seguiu-se repressão forrada a prisão e sangue.
Aqui há dias no aniversário da queda da ditadura, a tropa matou 60 pessoas e feriu centenas. A imprensa mal falou nisso.
Hoje a imprensa diz que o senhor tem grande apoio da população.
https://pt.euronews.com/2014/01/28/egito-candidatura-de-al-sissi-recolhe-apoio-da-populacao/.
O salazar também tinha um grande apoio e ganhava eleições. E tal como este senhor também só deixava concorrer quem ele escolhia.
Olhando para as noticias e para o apoio que o ocidente dá a este senhor, percebe-se o cheiro pestilento que a palavra democracia deita.
Peço um café e a continha
e ouço-o chegar ao balcão e pedir um cafézinho e a conta
um dia vou para casa da minha avó
![]() | Fraqueza da humana sorte, Que quanto da vida passa Está receitando a morte! E ainda há quem veja o zarolho como um jarro na prateleira. |
pensa nisto
há sempre um filho fora da mãe
blogue meu, blogue meu, há lá no mundo um espelho como o meu