Memórias partilhadas da minha irmã
Faculdade de letras
Alguém que nunca viste antes senta-se à tua frente, pÔe a mão no queixo, olha-te nos olhos
e pergunta numa voz dormente
O resto nĂŁo me lembro com precisĂŁo agora :)
Faculdade de letras
Alguém que nunca viste antes senta-se à tua frente, pÔe a mão no queixo, olha-te nos olhos
e pergunta numa voz dormente
O resto nĂŁo me lembro com precisĂŁo agora :)
eternamente
e nem tive tempo de o aprender

So I memorize the diamond in your eyes
O silĂȘncio nĂŁo se gasta, nĂŁo se machuca. O silĂȘncio nĂŁo se estraga com outro silĂȘncio que se venha sentar a seu lado. Fica sĂł um silĂȘncio melhor.
As palavras cansam-se de repetidas, sabem a usado. As palavras estranham a vizinhança. Se uma não se der bem com a que estå à sua beira, é a desarmonia.
Isto tudo para dizer o quĂȘ? Que hĂĄ tanta gente que fala desencontrada, mas ninguĂ©m se desencontra ao calar-se.
Pode haver desencontro na ausĂȘncia, que nĂŁo Ă© o mesmo que silĂȘncio. Quem jĂĄ se foi nĂŁo se pode calar.
NĂŁo me apetece dormir, prefiro estar aqui silĂȘncio com silĂȘncio.
na primeira folha tem uma dedicatĂłria escrita no futuro
fala-me da claridade e de jasmins


tic tic tic lĂĄ vĂŁo os segundos depois os minutos e as horas, e o dia de repente passou
colados aos dias vĂŁo meses e anos a uma velocidade assustadora. para onde foram?
ainda aqui estou e jĂĄ tenho que ir. pestanejo e Ă© amanhĂŁ.
quero um tempo sem tempo. preciso urgentemente de alguma coisa que agarre o tempo.


Procuro bonitos cozinheiros niilistas
senhores de penetrĂąncias infundĂĄveis, vagamente iluminados por tartarugas diurnas
e que depois me contem como nĂŁo foi
