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Muita raiva é um grito,
muita ternura é um lamento

Muita raiva é um grito,
muita ternura é um lamento

Vou fazer uma experiência
Se não disser nada, até onde me enches o copo?
Dava jeito ter um gravador de pensamentos
Até a vingança
sirvo quente
Que fazer?
…
Ai liberdade
doce liberdade
sou teu
Vade retro Satanás
afastai o ridículo que há em nós
Gosto de quem corre ao sol
Até que as unhas me caiam
há coisas que não faço
senão para que quero as unhas?
Se não aproveitar quando posso
é quando não posso que vou aproveitar?
Será que a malta ainda não percebeu?
Que nunca vamos vencer a máquina?
E que quem domina a máquina, nos domina a nós?
a malta ouve, mas não escuta
Entre 1942 e 1944 morreram de fome cerca de 3 milhões de pessoas na Índia.

Enquanto em Bengali se morria de fome, cereais eram enviados para todo o lado excepto para a India. Barcos carregados de trigo da Austrália paravam em Calcutá e eram enviados por Churchill para a Europa, muitas vezes só para constituir reservas.
Quando oficiais e até o Vice-rei escreveram a Churchill que era essencial ajuda, que os indianos estava a morrer à fome, Churchill escreveu na margem do relatório: Então porque é que o Gandhi ainda não morreu?
Enquanto se morria de fome aos milhões, Churchill ordenou o envio da India para Inglaterra de 70000 toneladas de arroz no inicio de 43. No outono de 43 a Inglaterra tinha 18 milhões de toneladas de comida armazenada.
Perante os apelos insistentes, Churchill responde assim:
"I hate Indians. They are a beastly people with a beastly religion. The famine was their own fault for breeding like rabbits”

Churchill é um herói. Hitler o sinonimo de diabo na terra.
Os Judeus merecem ter um nome 'Holocausto', 50 milhões de filmes e a prisão para quem se atreva a pôr em causa a sua tragédia.
Os indianos merecem call-centers.
https://www.bbc.co.uk/blogs/thereporters/soutikbiswas/2010/10/how_churchill_starved_india.html
Gosto de estar aqui sentado
a sentir-me entardecer
Não gosto
de quem fala naquele tom monocórdico de fazer adormecer os pássaros
Invejo
as gotas de suor que descem pelos peitos
Escrevo
Porque a fala não se compadece com a velocidade do pensamento
e não tenho como falar
O sol
só queima quem se quer queimar
Ai a porra do sol
o que acontece se der um beijo ao sol?
Senhor
Não me deixeis cair nas tentações em que não quero cair
Pergunte-se: És anormal?
tenho um feeling que a maioria diz que não porque não quer ser um freak
Pergunte-se: És normal?
tenho um feeling que a maioria diz que não porque não quer ser igual aos outros
Fama
Sempre preferi a pequena intimidade, à grande aclamação
Isto merecia mais, mas agora não dá
não percebo se é prazer se é sofrer
like two strangers turning into dust
e em repeat, tipo radar
Objectivo de vida.
Logo a seguir a encontrar a porra do universo.
Não é quando se soltam as amarras.
É quando na volta da maré, o barco se perde no horizonte, e se desvia o olhar.
É o último adeus.
Ele sabe :)
Houve uma altura em que morriam à minha volta por serem novos.
Gente que se ia por arder muito depressa.
Estou no limbo. Agora ninguém morre.
Há-de vir a altura em que me começam a morrer por ter chegado o tempo.
Gente que se vai porque arderam tudo.
Esta é a história duma cantora que só queria cantar. Desde os anos 70 que recusa todas as editoras e propostas de concertos. Nunca procurou o sucesso ou a popularidade. Os filhos cresceram sem saber da carreira da mãe. No entanto é considerada das melhores e mais cristalinas vozes do folk.
Detestava cantar em edifícios, preferia andar pela estrada e cantar na rua ou em pubs. Fechava os olhos e cantava para dentro de si. Saiu de casa aos 17 anos para percorrer o país. Era um espírito livre. Amou, teve filhos, vivia em carrinhas e caravanas. O que não era convencional uma mulher fazer, ela ia e fazia. Um belo dia saltou dum rochedo para ir procurar focas. Dizem que bebia muito, e vivia muito. Eu gosto dela.
sonhei com boston e seus speedboats
acontece que boston não tem speedboats
e eu não tenho boston