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e se a internet não existisse
seriamos menos felizes?
e se a internet não existisse
seriamos menos felizes?
no meio de pensamentos entre trabalho, obrigações e devaneios que tinham a ver com a necessidade ou não das memórias havendo imaginação, pus a tocar a nova playlist, e nesse meio tempo tocou isto
/verdade-ou-sinceridade
Eu tenho uma espécie de dever,
de dever de sonhar,
de sonhar sempre,
pois sendo mais do que
uma espectadora de mim mesma,
eu tenho que ter o melhor espetáculo que posso.
E assim me construo a ouro e sedas,
em salas supostas, invento palco, cenário,
para viver o meu sonho
entre luzes brandas
e músicas invisíveis.
O corpo estava acompanhado.
Mas ninguém se sente só com o corpo.

e logo de seguida
é assim
Eu não estou mas a minha empregada está, ela abre a porta
Não lhe posso dizer, tem que falar com o gerente
Quando ouvi a primeira frase, lembrei-me do estranho que soaria ouvir 'o meu empregado está, ele abre a porta'.
Só haverá igualdade de géneros quando deixar de ser estranho.
Mas existe uma outra desigualdade, de que é proibido falar, a de classes.
Que só deixará de existir quando for tão honrado fazer trabalho manual de limpeza como ser gerente de uma qualquer coisa.
De cada um segundo as suas capacidades. A cada um segundo as suas necessidades.

Inventa-se tanta coisa e não se inventa o sol no tecto da sala.
Está-se melhor aqui.
Been wonderin' if your heart's still open
And if so, I wanna know what time it shuts
primeiro e último comentário de alguma forma relacionado com o assunto do dia
e deu jeito para expressar o meu apreço pelos ena pá 2000 em geral, e por esta canção em particular
e agora na versão funil, é mesmo funinalmente

Quando era puto tinha uma rotina de verão.
Em tróia até entardecer no ferry de volta para setúbal.
Subir a ladeira das fontainhas de costas ou à corrida.
Chegar a casa, beber do pacote de leite do frigorífico.
Tomar duche e ir para os claustros do convento, onde todos os anos havia um ciclo de cinema, aproveitando a bancada do festival de teatro.
Num desses dias enquanto bebia o leite ao pôr do sol, passou na rádio uma coisa linda, a primeira vez que ouvi o Jan Garbarek.
Num desses dias, no intervalo do filme, tocou esta música.
Fiquei maravilhado. Parecia que falavam, o piano e o saxofone.
Foi dificil descobrir que musica era, nos tempos pré-soundhound. Corri as discotecas todas a perguntar.
"é uma música com um piano e saxofone à conversa". E descobri.