Toma


Na Bolivia há gente que protesta e quer ter voz. Todos os dias abro as páginas dos meios de (des)informação ocidentais, e abrem logo com os protestos em Hong-Kong. Onde não se matam pessoas. Onde a polícia não dispara balas de fogo real. Sobre a Bolivia, zero. Silêncio.
Isto não é democracia. Isto não é um mundo decente. É um sistema feito pelos poderosos para se perpetuarem no poder.

está sol
Porque levamos as mãos á cabeça e não aos joelhos rabo ou peito?
Farto da malta que quer parecer e aparecer
Faço por andar em cantos desencantos, mas insistem em entrar-me pelos olhos adentro a cada esquina

Numa esfera monocorda
um pouco de vermelho
Ternas lágrimas, flor de fruto
lentas feridas ao correr do campo
Não quero o teu um dia
Não quero o teu talvez
Não quero mãos vazias
Não quero o que prevês
Não quero outro segredo
Não quero duvidar
Não quero mais ter medo
Não quero adiar
Não quero estar sozinha
Não quero me esconder
Não quero outro caminho
Não quero não saber
E eis a razão disto ser. Saber em que dia se me iluminou tão brilhante resplandecência.
Se fosse feminista fazia chinfrim para que Deus fosse deusa, Jesus jesusa, etc.
Num referendo votava a favor.
Até o telefone meteu maiúscula em Deus mas não em deusa.
Uma falta de respeito.
É certo que sou parte interessada.
Quero as igrejas com as paredes cobertas de deusas em trajes menores a olhar para o céu.
Deus dá jeito para enfrentar a morte, e também bem podia ajudar na consolidação de umas quantas coisas.
Isto há a filosofia a psicologia a música a beleza a mulher a escrita a polícia o trabalho o acordar a chuva o trânsito o comer a física e a química a tortura e o suave a televisão a parvoíce eu e tu as descidas o céu e o inferno as portas as mesas redondas a joacyne o que é preciso e o que faz falta os trípticos a paixão o caixão a sombra e o sol os chips este telefone a voz a música o estar em silêncio o rir
e o porra que é tudo muito e ninguém sabe a aritmética disto
Quando abro um livro, há uma lógica, um principio, um meio e um fim.
Os acontecimentos estão interligados e existe uma racionalidade.
Volta e meia ponho-me a reparar nas coisas com um olhar desligado, como se fosse a primeira vez que as vejo.
E é tudo tão desconexo e ilógico.
sorrio... é bom assim
e saber tudo o que não sei melhor ainda