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A liberdade de ser parvo, existe?
A liberdade de ser parvo, existe?
O tempo. A gente gosta de fazer marcas no tempo por um motivo qualquer.
E nem vou por aí agora, para haver uma mínima probabilidade de registar o que me trouxe aqui.
O tempo tem três estados reconhecidos. Passado, presente e futuro.
Os aniversários tendo a ver com o tempo que passa, há-de cair numa dessas três categorias.
Celebrar o passado faz sentido na conclusão de algo que tenhamos feito, e que seja digno de memória. É preocupante dizer que o nascimento é o momento mais merecedor de reconhecimento do meu passado. Se forem fazer uma festa na data do meu nascimento, façam-na aos meus pais, que eu para aí participei zero.
Há várias coisas do meu passado que podia festejar e relembrar com prazer.
O nascimento não é uma delas. Não me lembro, nem tenho nada a ver com isso.
Celebrar o futuro, nem vale a pena gastar tinta. Já lá dizia o João Pinto, prognósticos só no fim do jogo.
Resta o presente. Acho que é isso que celebramos, o presente. Celebramos o facto de se estar vivo.
A cada ano, lembramos fulano de tal: É pá, estás vivo, Parabéns.
(A excepção são as crianças, claro. Essas celebram com enorme prazer como fonte de receita :)
cobrir os espelhos
Ser usado por conveniência não é ser relevante.
É economicamente, mas não é felizmente.
Não sei, nem quero, escrever mais.
Fazer um filme com o guterres no truca truca, e que seja excitante.
Porque é que tanta gente perde o cabelo mas ninguém perde a barba?
Até deveria ser mais fácil cair do queixo do que da cabeça. Está mesmo ali a pendurado pronto a largar-se.
os exteriores de vez em quando põem-se a ver televisão
SEDE PROVISÓRIA DO IMPÉRIO ATEU, SANTA MARGARIDA
Minhas Queridas Senhoras, meus Excelentíssimos senhores, outros indivíduos dificilmente englobáveis nos dois referidos grupos, queremos desta singélica maneira, através deste simples discurso, oscular a Nossa mais basculante admiração pela personalidade genuinamente hermenêutica desta figura ímpar de quem hoje nos despedimos concomitantemente.
De facto, possuindo uma enorme penetrância nas mais variadas áreas, nem por isso deixou de servir O Império com a maior codícia e determinação sem ceder às intermitências que tentam fazer optarivar os mais lídimos Seguidores d'o Caminho.
Senhor de um refínadissimo sentido das reais concupiscências, sempre soube usar dessa qualidade entre qualidades do modo mais superfluamente encomiástico para O Nosso Bem Oscilado Império.
É pois justo concluder este curto mas viscoso discurso propedêutico, com A Nossa anímica resolução de indubitavelmente nomear o bombeado desta noite como:
- Primo: Cavaleiro de Zécristo...
- Secundo: Embaixador Ateu na Austrália...
Sem mais efusões nos subscrevemos
Zécristo, O Messias Dos Ateus, Profeta Dos Profetas, Alarve-Mor, Senhor & Criador Mental Do Universo, Supra Sumo Sacerdote Da Natureza, Protector De Todos Os Seres, Guardião Do Incontável & Impraticável, Ente Máximo & Inatingível, Terror & Delícia Do Cosmos, Mestre Da Ciência, Motor De Todos Os Fenómenos, Supervisor De Todos Os Processos, Habitante Do Todo, Mutante Imutável...
Imperador Ateu
(este draft merece ser publicado no dia hoje, razão publica: não é meu, razão verdadeira: sou osculado)
Há
(este draft é maravilhoso :D)