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José Saramago

Saramago aos pedaços

Perguntaram a Saramago: Como podem homens sem Deus serem bons?
Resposta: Como podem homens com Deus serem tão maus?

A nossa escolha não tem por que ser feita entre socialismos que foram pervertidos e capitalismos perversos de origem, mas entre a humanidade que o socialismo pode ser e a inumanidade que o capitalismo sempre foi.

Antigamente eu defendia uma tese, a que regresso de vez em quando, que defende que o homem quando descobriu que era inteligente não aguentou o choque e enlouqueceu.

Duas fraquezas não fazem uma fraqueza maior, fazem uma força nova.

Costuma-se dizer que a solidão é enriquecedora, mas isso depende diretamente da possibilidade de se deixar de estar sozinho.

Cada homem tem a sua parcela de terra para cultivar. O que é importante é que cave fundo.

Gostar é provavelmente a melhor maneira de ter,
ter deve ser a pior maneira de gostar.

É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na Primavera o que se vira no Verão, ver de dia o que se viu de noite, com Sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava.

Nem a juventude sabe o que pode,
nem a velhice pode o que sabe

O costume de cair endurece o corpo, ter chegado ao chão, só por si, já é um alívio, Daqui não passarei.

O grande problema do nosso sistema democrático é que permite fazer coisas nada democráticas democraticamente.

o que dá o verdadeiro sentido ao encontro é a busca
é preciso andar muito para alcançar o que está perto

Sentir como uma perda irreparável o acabar de cada dia. Provavelmente, é isto a velhice.

Somos todos escritores, só que alguns escrevem e outros não.

Toda a gente fala de direitos humanos e ninguém de deveres, talvez fosse uma boa ideia inventar um Dia dos Deveres Humanos.

Um partido de pobres nunca ganharia uma eleição, porque os pobres não têm nada para prometer. Quem faz promessas são os ricos, ou, mais exatamente, é o poder.

Os tais 140 caracteres refletem algo que já conhecíamos: a tendência para o monossílabo como forma de comunicação. De degrau em degrau, vamos descendo até o grunhido.

O caos é uma ordem por decifrar

Encaminhamo-nos para a pior das mortes: a morte por falta de vontade, por abdicação.

Hoje é que estamos a viver, de fato, na Caverna de Platão, pois as imagens que nos são mostradas da realidade, de certa maneira, substituem a realidade.

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